sexta-feira, 13 de junho de 2008

Parceria Portugal/Suiça ou será ao contrário


Bom já voltamos a ser quatro a postar...

No último fds por motivos profissionais tive que me deslocar numa visita relâmpago a Neuchatêl, vejam lá o sacrifício.

Sim, creiam-me um sacrifício na medida em que não me consegui hospedar na cidade que por sinal é bem bonita à beira lago plantada e pejada de Lusos.

Acabei por andar num corropío entre várias vilas e cidades e pernoitei em La Chaud-de-Fonds, que por alturas da invernia é bem branquinha.

A coisa é no mínimo indescritível e os Suiços estão meio atordoados pois ele há bandeiras (lembram-se em 2004 cá? pois é na justa proporção é igual lá), por tudo quanto é lado e os Lusos são já 11% dos locais.

A praça de táxis lá do burgo tem 10 taxistas, 7 são Portugas.
A miúda do restaurante famoso que me recomendaram para cear... recebe-nos com um Boa Noite.
O recepcionista do hotel diz-nos obrigado por escolherem o...

Creio que falei mais qualquer outra língua que por certo o Françês, tal como nos diziam, se não fossem as bandeiras, a Suiça nem sabia que tinha Euro2008!!!

Digam lá que não é uma valente parceria.

domingo, 8 de junho de 2008

Diamantino, um gingão

No sítio onde vivo todos conhecem o Diamantino. Aliás, o senhor Diamantino, pois não se trata de qualquer maneira quem já passou os 70 anos.
O Diamantino usa muletas para se deslocar, os aros dos óculos remontarão a 30 anos atrás, largos e metálicos, ou seja antigos como ele. O cigarro ao canto da boca é outra das suas marcas e a franja descaída no seu cabelo ainda grisalho temperam o estilo de quem tem histórias que contar.
O Diamantino, dizem, foi sempre um gingão. Homem de voz forte, físico atlético, quase sem gorduras ainda hoje, dizem que sempre intimidou ou fascinou pelo seu estar social. Firme quando necessário, sedutor quando conveniente. Muitas vezes sedutor, contam alguns.
Trago o personagem aqui ao Clube pois hoje vi-o sair, lentamente, do seu prédio e postar-se demoradamente a galantear uma mulher umas três vezes mais jovem que ele. Estacou, olhou-a directamente, manejou o cigarro na boca e ela não conseguiu resistir a um olhar para trás, visivelmente sensibilizada com aquele mirar guloso.
Consta que é frequente a sexualidade poder continuar até perto dos 90. Acredito que a mulher de hoje não o soubesse.
O senhor Diamantino é mesmo um tipo engraçado.

domingo, 25 de maio de 2008

ainda tem este blogue leitores (agora que só blogam dois, vá lá, três)?

Pois nas últimas 4 semanas tivemos 495 visitas, o que resulta numa média diária de mais de 16.
Depois pode perguntar-se assim: então mas vale a pena que os dois, vá lá, três que ainda blogam continuem a blogar? Não estarão eles a fazer assim uma figura de, digamos, nabos?
Ora, se bem lembro a ideia inicial, o que se pretendia era ter aqui um forunzito muito livre, tipo Rossio para estrangeiros, não se falando propriamente da sua terra mas de coisas mais ou menos exóticas e esotéricas da vida e da sua imaginação.
E de facto algum humor, manifestações estéticas, histórias mais ou menos de cordel, dicas comportamentais, de quase tudo cá tem aparecido.
Não há de facto uma linha condutora, há várias.
Mas, por outro lado, continuando, também aqui haveria um lugar de encontro para o caso de se perderem. Uma espécie de zona amarela para crianças perdidas em centro comercial. E quem sabe, com a crise que vai aí, se ainda um dia destes alguém se perde e precisamos mesmo da zona amarela?

um despedimento misericordioso

Já se sabe que há patrões inclementes, daqueles que, se tu falhas, te mandam borda fora. Ou ao menos dizem nas tuas costas que tu és péssimo, uma desilusão, que não estás à altura da confiança que em ti depositaram, que te acomodaste e por tudo isso já não prestas.
Em Portugal costuma acrescentar o patrão médio que a culpa é da legislação muito proteccionista, pois se houvesse uma legislação como deve ser te despediria na hora.
Mas, em Inglaterra, o senhor Abramovich está adiante, nestes temas. É preciso ser-se o melhor, sempre. Vencer sem falhas e sobretudo não permitir que outros vençam.
Treinador de futebol para o ricaço russo é como escudeiro medieval, a vida posta à prova em todos os torneios.
O setubalense José Mourinho conquistou títulos, fama e glória em Chelsea, o clube do bairro mais "In" de Londres. Mas não só não ganhou sempre como perdeu algumas vezes.
Agora foi o "underdog" Avram Grant, um israelita que sucedeu ao português e que fez uma temporada, segundo todos concordam, notável, terminando a 2 pontos do campeão e chegando aos "penáltis" da final da "Champions League".
Mas perdeu.
Admito que na mentalidade saloio-imperial do ainda jovem Abramovich (á volta de 40) o dilema se pusesse no género, "mato-o ou despeço-o"?
Ainda bem que o despediu.
Não deve ser fácil para Roman, o bilionário de Moscovo, admiti-lo, mas é que ele há pessoas que merecem viver.

domingo, 18 de maio de 2008

uma criança sem sossego



Depois de Myanmar e dos efeitos aterradores do ciclone Nargis, foi a vez de Sichuan, uma província chinesa, ter sofrido os efeitos da maior das misérias, com um terramoto que destruiu demasiado da vida de todos.
Será que este pequenito percebe o porquê deste sacrifício de fugir de onde apenas ficaram escombros, caminhando 9 horas na procura da próxima cidade com apoio?
E como se explica a uma criança que há coisas que nem o maior amor do mundo, o amor dos pais, consegue poupar a um filho?
E o que irá de angústia na cabeça deste pai? Quem poderá ter ele perdido?

(foto Reuters)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

os meus primeiros filmes porno

Eu teria talvez uns 12 ou 13 anos quando vi os primeiros filmes porno. Eram dois, sempre os mesmos, um a preto e branco e outro a cores. Vi-os talvez umas 20 vezes, sempre em grupo, ora com 4, 5, ou até mais, todos pela mesma idade, ou seja todos putos.
Mais que uma vez juntaram-se a nós a Leninha e a Fátima, então umas matulonas de uns 15 ou 16 anos.
A Leninha era bonitita, mas namorava mais de janela. Já a Fátima, com tudo "in su sítio", passeava-se vaidosamente pelo jardim da Estrela e com frequência namorava os soldados do Hospital Militar, mudando quase mensalmente.
Das três ou quatro vezes em que a Leninha e a Fátima se nos juntaram foi uma arreliação pegada.
É que no final da projecção - em Super 8, na casa do Beto, obviamente nas escondidas dos donos da casa - elas desapareciam e lá íamos os putos todos, "em brasa" a correr para o Jardim da Estrela, procurando os confortos fáceis a que os putos podem aspirar (mirar miúdas, mandar umas bocas a outras e coisas mais que aqui não soaria bem escrever).
Mas verdadeiramente o que nos chateava nessa altura era que o pai do Beto nunca mais renovava o stock de filmes.
O filme a preto e branco ainda vá lá. Agora o de cores era só riscos e falhas de imagem. Havia mesmo cenas inteiras com compreensão prejudicada pelas falhas técnicas. Voltávamos por isso frequentemente atrás, tentando encontrar o fio à meada.
Mal agradecidos, ás vezes até apetecia dizer ao senhor do meio da rua "ó pá compra lá mais filmes porra!".
Era só mesmo o que nos chateava.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Salvador Dali (II)

Não resisti a deixar a foto do autor, nem uma versão do lado mais louco do senhor!...





Salvador Dali (I)

O senhor tinha um "quê" de louco, mas também era um génio e que fazia coisas belíssimas. Deixo aqui algumas das suas obras, mas do lado belo!


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Capitão House

Em breve chega às nossas salas de cinema um filme com Hugh Laurie despido de Dr. House e na pele de um capitão. Ao lado de nomes como Keanu Reeves e Forest Whitaker, "Street Kings/the Night Watchman", é um filme classificado em Crime/ Drama/Thriller. A crítica não é muito favorável, mas tenho curiosidade em vê-lo fora da famosa e brilhante personagem que nos habituou.......


...aqui ficam outras personagens do nosso “House”



















Objectos Originais





T-Shirt tradutora


Agora que se aproximam as férias, com esta t-shirt podemos ir para qualquer ponto do mundo! :)
Sem palavras poderemos ir para os pontos mais importantes e indispensáveis.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Bob Geldof em Lisboa e o azedume que a verdade às vezes tem



Alguns têm autoridade, outros têm medo. Alguns estão do lado da decência, outros vivem da perversão dos valores e da moral dos homens. De que lado está Bob Geldof? Eu creio que ainda do mesmo lado que o levou a lançar o "Live Aid", um contributo que ninguém pode reduzir, com certeza a bem dos mesmos valores que o levaram, ontem em Lisboa, a denunciar o que todos sabem sobre Angola.
Algumas palavras foram duras, mas não nos distraiamos com as palavras.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

subscrever o Manifesto contra o Acordo Ortográfico?


Apesar de não concordar com todos os seus pressupostos e de discordar do tom algo conservador do enunciado, também eu subscrevi um Manifesto que está On Line e já reuniu mais de 3.000 assinaturas.
Se alguém mais, de entre os nossos leitores e clubistas, quiser juntar-se aos que não acham necessário, importante, inteligente, sequer lógico que se passe a escrever FATO em vez de FACTO, por exemplo, bastará que clique no logo acima e preencha depois os poucos campos que o identificarão.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Dia Internacional da Dança

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Dança. Ora eu, como calculam, não podia deixar de assinalar este dia aqui no clube. E colocar algumas fotos alusivas ao tema!




domingo, 27 de abril de 2008

os Dead Combo em "Putos a roubar maçãs"



São portugueses dos novos, dos melhores que há aí, agora.

sábado, 26 de abril de 2008

um clip absolutamente brilhante



* versão longa do clip que passa em Portugal (e desculpem lá a PUB)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

as tropas estão em choque, em Espanha: chegou Carme Chacon


A mulher da foto não é uma transeunte qualquer apanhada pelo fotógrafo quando passava junto às tropas. É Carme Chacon, catalã, mulher, 37 anos, e está grávida.
Carme é há menos de uma semana a nova Ministra da Defesa espanhola, aqui em revista às tropas.

terça-feira, 15 de abril de 2008

uma história ouvida na rádio a William C. Gordon

Em S. Francisco, cerca de 1960, um esfomeado vagabundo comum especializa-se numa prática extraordinária: passa a visitar diariamente o caixote de lixo de uma gráfica cujo negócio "core" é imprimir cartões-convite para cerimónias de sociedade as mais variadas, sobretudo cocktails.
Compra um fato cerimonial, um "smoking", e dedica-se à tarefa incansavelmente, sempre o mesmo fato, sempre cerimónias novas, provavelmente provando de todos os pratos e bebendo de todas as garrafas.
Imagina-se depois que tenha convivido com todas as natas, sociais, económicas, artísticas, eventualmente a algumas ouvindo segredos e inconfidências, tricas e filosofias.
Dos excessos em que assim incorreu estômago antes tão sóbrio e económico nasce-lhe uma úlcera extremamente agressiva, que no fim de mais uma longa noite o vitima fulminantemente.
Esta história foi depois conhecida, porque uma bela manhã, na estação de comboios de S. Francisco, apareceu um homem de "smoking" morto, de barriga para baixo, sem identificação no bolso, mas com um convite para uma glamorosa cerimónia ocorrida nessa mesma noite.
O New York Times publicou a notícia da morte de personalidade misteriosa e alguém depois investigou e descobriu isto. Uma bela história triste contada ontem na rádio por William C. Gordon, marido de Isabel Allende.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

a Margarida

Conheci hoje a Margarida. Faz 24 meses na próxima semana.
Vestia de veludo vermelho, que lhe ficava excelentemente.
A Margarida e eu olhámo-nos e acho que gostámos logo um do outro. Do género de sorriso para lá, outro para cá e já está.
A Margarida é de poucas falas. Mas compensa com um sorriso de franzir a cara toda.
Quis ela meter-se comigo, pensei eu. Depois vi que não. É que a Margarida foi a uma mesa da sala de espera e agarrou num folheto dobrado em três. Virou-o para cima, depois para baixo e depois de mais umas quantas voltas e reviravoltas lá se decidiu a rasgar uma das três partes.
Mais do que meter-se comigo ela queria afinal presentear-me, oferecendo a parte que, com dificuldade, tinha escolhido rasgar.
Quando se preparava para me oferecê-la, a empregada lá a chamou para a consulta. A avó agarrou-a, mas a Margarida ainda sorriu para mim e apontou-me com o dedo. Interpretei a coisa como algo no género "I like you". Eu também, quis eu dizer com um sorriso dos meus.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Define!...

Define Coragem!

Define estreito!

Define Organização!

Neve!


Uma foto espectacular!

terça-feira, 8 de abril de 2008

uns 5 anitos, teria ela

Na Fnac de Cascais, seriam quase 10 da noite, uma pequenita segue de mão na mão da mãe. Sendo mais velha, a mãe não era muito maior, sobretudo na lucidez.
Tinha a pequenita visto um daqueles irresistíveis gadgets que acompanham alguns filmes infantis, um bonequito de plástico, em topo, mesmo à sua mão. Algo que, é claro, qualquer criança saudável quer logo ter e quer com muita força.

A mãe pretendeu dizer-lhe que não, mas o que na verdade disse foi no género "tu estás muito mal habituada, mesmo muito. Queres tudo e dão-te tudo. Pois a partir de hoje vais ver. Vais começar a ouvir que não e acabou".

A menina retorquiu de pronto "mas eu quero o boneco".

Não fiquei convencido que a mãe, na sua pequenez de discernimento, tivesse percebido que tinha acabado de se estatelar redondamente. É que nem a um adulto se explica que um não é não porque não, quanto mais a uma criança de 5 anos.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

a culpa é do Sr. Martin Cooper e do Captain Kirk

Faz hoje 35 anos que começou a saga dos telefones móveis, ao que parece com o Sr. Cooper inspirado no personagem Captain Kirk da Guerra das Estrelas.

O que tem piada é continuar a chamar-se de ficção científica a filmes e livros que afinal não são mais que laboratórios do futuro, com a imaginação a conduzir e a inspirar a ciência através de histórias e caracterizações.

E afinal o que é que está antes, a ficção ou a realidade?

terça-feira, 1 de abril de 2008

uma citação talvez oportuna de Jean Cocteau (*)

"... a juventude sabe o que não quer antes de saber o que quer."

Trago Cocteau ao Clube (na verdade, transcrevendo-o do PÚBLICO de hoje) para dizer que, sendo muito verdade o que diz, o escritor enganou-se. É que somos quase todos assim, sempre mais capazes de dizer que não antes de saber o que sim.
E será que saber o que não se quer não é já um excelente princípio?


(*) cineasta e escritor (1889-1963)