sexta-feira, 29 de agosto de 2008

TABÚ - NoFit State

Ontem assisti a um dos melhores espectáculos a que fui nos últimos tempos! Recomendo que vão e levem toda a família para 2 horas de pura diversão e deslumbramento! Uma experiência inesquecível.

Trata-se do espectáculo TABÚ da Companhia NoFit State e que está até ao final do mês de Agosto no CCB. Esta companhia britânica aclamada pela crítica, aterrou em Lisboa na sua nave espacial única para nos levar numa vertiginosa viagem interactiva ao mundo do novo circo.

TABÚ é uma explosão de emoções intensas. É um verdadeiro caos coreografado que acontece em cima do público e ao seu redor. É uma combinação entre circo, acrobacia aérea, malabarismos arrojados, mergulhos no vazio, saltos mortais, representação, dança e música ao vivo. É alucinante! Já alguma vez pensaram, entre muitas outras performances, ver alguém andar na corda bamba de saltos altos ou a dançar com um ou dois hula hops em chamas? Pois bem, eis a vossa oportunidade!...

A banda sonora é tocada ao vivo com guitarra, baixo, bateria, teclados, saxofone, violoncelo e acordeão. Uma delícia!...

Deixo algumas das frases que se têm escrito pelo mundo acerca deste espectáculo:
"São 90 minutos que podem mudar a vida de cada espectador. Público" - "A Tenda de todos os espantos. Visão" - "The future of British Circus. Cirque du Soleil without the Disney. The Guardian" - "Cheira a pipocas, pode-se beber. Uma banda toca música ao vivo: rock, funk, jazz... Tudo misturado. Sentimo-nos numa festa ao estilo Kusturica, e ao contrário do circo mais convencional. Time Out" - "How to cook up a spectacle with heart. The Times" - "It's still the greatest show on earth. The Observer"










Cristiano Ronaldo eleito melhor de 2007/08

Mais dois prémios para Cristiano Ronaldo. O extremo português do Manchester United foi ontem considerado, pela UEFA, o melhor futebolista da edição 2007/08 da Liga dos Campeões. Pouco antes, tinha sido eleito o melhor avançado da prova.

Mais um atleta português de parabéns!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Odin, o grande tigre branco

Estas fotos incríveis são de um Tigre de Bengala Branco chamado Odin.
Odin tem 6 anos de idade, mede 3 metros do nariz à cauda e pesa 200 quilos. Vive num Zoo em Vallejo, Califórnia, perto de São Francisco, onde foi criado desde bebé.
Seu treinador, Munro, descobriu, por acidente, as suas habilidades aquáticas quando derrubou um pedaço de carne numa piscina e Odin foi feliz resgatá-lo.
Uma piscina com observatórios de vidro foi construída para que o Odin seja avistado dando seus mergulhos com a graciocisade de um urso polar.
Ele faz uma cara engraçada ao mergulhar, para fechar as narinas de modo a impedir a água de entrar no nariz. "Nem todos os grandes felinos gostam de desfrutar da água, mas para os tigres de clima quente do Sudeste da Ásia, é uma maneira de arrefecer. Aliás eles caçam dentro e próximo de água. Odin ama a água e a comida," disse o treinador.

Infelizmente, estes magnificos animais em breve apenas poderão ser vistos nos zoológicos. Há cem anos atrás havia 100 mil tigres na vida selvagem, agora há apenas 2500 e os de bengala estão quase extintos. Nenhum tem sido visto em estado selvagem, desde o último tigre branco que foi alvejado e morto em 1958. A cor incomum do tigre branco é causada por uma rara combinação genética na selva.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ouro Olímpico para Nelson Évora

Ontem, o brilhante salto de 17,67 metros valeu o título olímpico ao atleta português. Nelson Évora torna-se o 4.º atleta português a trazer uma medalha de ouro para Portugal, desta vez no Triplo-Salto.

Nelson Évora (20 de Abril de 1984) é um atleta português de origem cabo-verdiana, tendo nascido na Costa do Marfim. É especialista em triplo salto, embora também pratique salto em comprimento.

É um atleta de alto nível internacional que já representou Portugal em várias provas internacionais tendo sido campeão do mundo do triplo salto em 2007 e agora medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

Na primeira vez que vestiu a camisola de Portugal, o saltador arrancou o primeiro lugar, no salto em comprimento, em 2001, no Festival Olímpico da Juventude Europeia. Nelson Évora tinha somente 17 anos.

Em 2003, venceu o Europeu de Juniores, em salto em comprimento e triplo salto, na Finlândia. O pupilo de João Ganço não ficou por aqui e no Campoenato do Mundo de Pista Coberta, em Moscovo, situou-se entre os melhores do mundo, ao ser sexto classificado.

Com a conquista da medalha de ouro em Pequim, Nélson Évora chega ao ponto mais alto da sua carreira, superando ainda as emoções desencadeadas pelo seu título mundial em Osaka, em 2007, onde superou as legítimas expectativas que o seu 9º lugar no ranking mundial, à partida para os Campeonatos, já suscitava. Com 17,74 fixou então um recorde nacional de altíssimo nível. Desta vez, 17,67 m, melhor marca de 2008, foram suficientes para a glória.

Parabéns Nelson!!!...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Prata é de Vanessa Fernandes

Vanessa Fernandes terminou em 2.º lugar na prova de Triatlo, oferecendo assim a Primeira Medalha à missão portuguesa nestes Jogos Olímpicos de Pequim’2008 e também a Primeira Medalha Olímpica da história do Triatlo Português.

Numa prova em que teve uma prestação atípica, com visíveis dificuldades em determinados momentos da contenda, Vanessa teve na australiana Emma Snowsill uma adversária de respeito, que cedo deu a entender que queria resolver a questão do ouro com autoridade. E conseguiu...

Vanessa de Sousa Fernandes (14 de Setembro de 1985) é uma atleta portuguesa de Triatlo. Os seus dotes naturais fizeram com que aos 15 anos ingressasse no Centro de Alto Rendimento do Jamor onde reside e passa a maior parte do seu tempo.Atleta habitual da selecção portuguesa, esta atleta de 1,68m começou a sua carreira profissional em 1999 no Triatlo de Peniche. É filha do ciclista Venceslau Fernandes, que venceu em 1984 a Volta a Portugal.

Actualmente conta com 19 vitórias em Taças do Mundo de Triatlo, igualando o número de vitórias da lendária Emma Carney. Foi oitava no triatlo olímpico dos Jogos Oímpicos de Atenas e segunda nos Jogos Oímpicos de Pequim, em 2008, conseguindo a medalha de prata.Em 2006, chegou à primeira posição do ranking mundial de triatlo renovando o marco em "casa" no dia 6 Maio de 2007.

Parabéns Vanessa!!!...

sábado, 16 de agosto de 2008

o Borda d'Água e agora vou ali e já venho. see you later alligator


Houve um tempo na minha vida em que não acreditava no que estivesse para lá do racionalizável.
Depois conheci a Deolinda, que se encarregou de me demonstrar durante mais de 3 anos o quanto de verdade existe na (quando competente) astrologia.
Veio em seguida a fantástica experiência com as ciganas de grandes saiotes negros. Ao contrário do que se costuma ver, passei a ser eu a procurá-las para me lerem a sina e elas por vezes a fugirem de mim. Foi de resto uma delas, no Parque Eduardo VII em Lisboa, que leu a verdade inequívoca, que eu e a Deolinda tínhamos linhas dissonantes na palma da mão. E na vida dissonantes nos tornámos algum tempo após tão profissional leitura.
Uma das mais recentes e estimulantes experiências meta-racionais foi o "Borda d'Água". Quase sempre acerta o raio do livrito.
Por exemplo, para hoje tinha previsto ir comer um peixito grelhado ao meu "Bataréo", em Setúbal. Talvez um salmonete. Anteontem telefonei para reservar lugar e lá me disseram que no sábado se previa um sol adorável. Sempre é Agosto, não é?
O sol é para mim indispensável, pois calcorreio ruas a fio, sempre que no Verão vou a Setúbal. O comércio é irresistível e, se há sol, há mostras de velharias, mesmo por vezes um mercado tipo Feira da Ladra, mas mais civilizado. O "Bataréo" e os seus imaculados peixitos vêm sempre depois do ritual.
Mas hoje abri a pestana e lá percebi o drama, chuviscava e o sol todo invisível.
Fui primeiro consultar as previsões dos serviços de Metereologia, que me confirmavam que sim senhor afinal choveria em Setúbal hoje. Só depois fui ver o meu "Borda d'Água", comprado no fim do Verão do ano passado, por sinal em Setúbal. Lá está bem escarrapachado que para hoje "o tempo estará brusco". E na verdade está.
Agora que começam as férias já decidi, não irei a mais lado nenhum sem consultar o meu "Borda d'Água".
Por hoje, lá desisti do salmonete. Sabe-se lá quão brusco poderia ficar o tempo?
Pois então até um dia destes clubistas e amigos, e aceitem o conselho deste que tanto bem vos quer: não desdenhem das estrelas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O big foot


Estava eu por terras Algarvias de vacanças quando me apercebi que nessa noite de repasto divino e sempre muy expectado que em Tavira inaugurava o Bowling Café. Ora eu que até sou um sempre que posso praticante, apressei-me a ser um dos primeiros a estrear a pista. Bolas havia um senão, estamos de férias, é Agosto, Tavira, muitos graus centígrados, calções, chinelinho e… meias nem vê-las.

No pasa nada, retorquiu nuestro hermano Castelhano por detrás do balcão, nada que 1,5 € não resolva e na hora ficamos munidos com um par de meias branquinhas a estrear.

O outro problema poderia porventura ser o de saber se estes debutantes teriam o meu número de calçado, sim porque eu até tenho casi dois metros de altura e o pezinho está consentâneo com esse porte… Outra vez no pasa nada, temos sapatos até ao número 52 !!! e não é que ali mesmo representou semelhante espécime… Livra que um pouco mais ao lado passa o rio Gilão e, just in case, se fosse preciso um barco, estava ali um mesmo à mão de semear.

(ainda a propósito de pequenitos) anteontem conheci o Pedro

Anteontem conheci o Pedro. O Pedro gosta de ir à água, na praia, mas sozinho não. Aos 4 anos namora e já combinou com a namorada, a Maria, que quando mudar de escola mudará sempre para onde ela for. Que sim senhor, sabe desenhar e desenhará o barbeiro Fernando, mas só se ele ficar quieto. "Se te mexes não te percebo e ficas mal no desenho". "Mas desenhas-me outra vez", ripostou o barbeiro. "E eu falho outra vez", fechou o Pedro. "Vocês cortam cabelos a bebés? E usam estes pentes das pessoas grandes?" É que o Pedro já se considera uma pessoa grande. "Não tenho quatro, já tenho quatro anos e meio". "E como é que vocês namoram?", perguntou o Fernando. "A Maria mexe-me no gel do cabelo, lá no colégio".
Cortado o cabelo do Pedro, lá saiu ele a olhar para mim com ar severo, como quem diz "o que é que este gajo tem que ver com a minha intimidade?". Tem ele razão. Se voltar a ver o Pedro olharei para outro lado. Não gosto de me meter na vida dos outros.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A propósito do tema de que se fala!...

Anne Geddes, uma das mais respeitadas fotógrafas a nível mundial, cria imagens aclamadas internacionalmente, ganhadoras de prémios e adoradas por muitos, nos quais me incluo. Pioneira, as suas singulares imagens captam beleza, pureza, vulnerabilidade e preciosidade nas crianças, utilizando sempre uma envolvência única, cuidada e de grande beleza.

"We must protect, nurture, and love all children. We are all responsible for all of the children, all of the time." é a sua frase bandeira.

As suas imagens têm corrido mundo e vendido milhões, dando origem a todo o tipo de objectos que possamos imaginar!

Deixo-vos algumas, pois são de imensa beleza e ternura!







quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A queda de um mito


Pois já aqui não entrava há algum tempo. Note-se que disse “entrava” e não “passava”. Para mim este blog tornou-se como uma daquelas lojas de bairro, bem simpáticas que, quase diariamente, me fazem dar uma volta maior para espreitar a montra. E existem aqui uns belíssimos vitrinistas residentes que me conseguem desviar do caminho para dar uma olhadela, ver as novidades, lavar a vista ou a alma, às vezes as duas coisas.

Mas hoje resolvi entrar. O assunto é sério e importante e o Mundo tem de saber. Julgo que está na altura de destruir um dos maiores mitos da civilização actual e repôr a Verdade.

Preparem-se as almas mais sensíveis, porque isto não é fácil. Se acham que não aguentam está na altura de mudarem de blog. Vão dar uma volta ao “Diversus”, por exemplo.

E a Verdade, meus amigos, é esta: não são as cegonhas que trazem os bébés! Chocados não é? Pois é isso mesmo, eu também andava enganado.

Iludi-me com a publicidade e passei a usar umas pílulas e aqueles enchidos de latex. Tudo para afastar as cegonhas. Enchia aqueles sacos com água e pendurava-os na varanda. Tinha lá de tudo pendurado: às cores, com bonequinhos, mais finos, com sabores, tudo! E uns que brilhavam no escuro e que iluminavam a rua. Parecia uma salsicharia.

Julgava eu que as cegonhas eram como as moscas. Dizem que desaparecem quando vêem um saco de plástico pendurado, cheio de água.

Já as pílulas, espalhava-as em pratinhos, também na varanda. Dava-me uma trabalheira porque tinha de as mudar todos os dias, de acordo com o dia da semana. Sabe-se lá o que poderia acontecer se numa Terça feira eu pusesse uma pílula de Domingo!

E a verdade é que nunca apareceu nenhuma cegonha, portanto deduzi que a coisa estava a funcionar. Só apareceram uns pardalitos a debicar nas pílulas.

Mas não resultou! O bébé vai mesmo aparecer e não é uma cegonha que o vai trazer.

O saldo desta história toda, para já, resulta nuns pais babados, um mano ou mana para o Miguel, uns pardalitos nas consultas de Planeamento Familiar e uma desilusão para os meus vizinhos que viam na minha varanda uma montra de uma sex shop.

Entretanto já me explicaram mais umas coisas, mas ainda não percebi bem. Parece que as pílulas têm de ser tomadas e os saquinhos de borracha têm que ser enfiados não sei onde.

Pelo sim, pelo não, passei a tomar uma pílula depois de cada refeição e a dormir com um preservativo enfiado numa perna. Aperta um bocado, mas vou mudando de perna. Não quero correr riscos. Senão ainda podiam nascer gémeos!

Fiquem bem.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

o sangue que vai do dedo ao coração

Há muitos, muitos anos, no tempo dos romanos, terá nascido a prática de se colocar um anel no segundo dedo a contar do dedo extremo exterior, sempre que o amor ligava duas pessoas. Ter-se-á começado quando um dado "médico" garantiu que o corpo humano tem uma veia vital que vai desse dedo - que hoje, por aquilo, chamamos de anelar - direitinha ao coração. Tratar-se-ia do nosso dedo sentimental.

domingo, 3 de agosto de 2008

Ruslana Korshunova


Não é meu hábito falar de crimes, muito menos trazer aqui ao Clube assuntos que na imprensa séria não costumam merecer mais que 4 linhas, sempre factuais.
Sucede que, com frequência, preciso de alimentar-me de beleza e, se tenho uma televisão por perto, procuro muitas vezes o canal Fashion.
É daí que eu conhecia a Ruslana.
Há dias soube da sua morte, caída de um 9º andar em Manhattan, New York.
As primeiras versões eram demasiado taxativas para o meu gosto, arrumando o tema como suicídio. Alguns concediam o acidente.
Soube hoje que, nas investigações, a polícia (a famosa NYPD) passou a considerar também a tese do homicídio, eventualmente por obra das máfias russas que exploram e coagem todos os russos e próximos (Ruslana era casaque) que se deslocam para as grandes e pequenas metrópoles ocidentais.
É uma boa merda este mundo e este modo de vida, capazes de levarem ao suicídio ou permitir o homicídio de uma jovem que, como a Ruslana, parecia ter encontrado o caminho que tantos procuramos e raramente encontramos, o da felicidade.

sábado, 2 de agosto de 2008

venho falar-vos do Jeremias

Vou chamar-lhe Jeremias.
O Jeremias é um tipo de uns 18 anos, escuro, mesmo muito escuro na pele.
O cabelo tem a carapinha arvorada, mais pela sujidade que pela intenção.
Faça 10, 20 ou 30 graus, vejo-o sempre com a mesma roupa, de há muitos meses, tudo em preto desbotado, tudo coberto pelo mesmo sujo blusão de chuva, com a gola a cobrir-lhe o pescoço.
Mas embora não se lave habitualmente, o Jeremias não cheira mal.
Ora o Jeremias está sempre no mesmo lugar aos fins-de-semana, logo cedinho junto à entrada menos movimentada do shopping que há perto da minha casa, sempre imóvel, sempre de olhar vivo, como quem se preparou para esperar uma eternidade.
Nunca lhe ouvi uma palavra. Mas o seu olhar perscruta quase incomodativamente quem entra. Tratando-se de comprovados humanos, é difícil que a indiferença prevaleça.
Soube recentemente que o Jeremias apenas dirige a palavra a mulheres, de preferência bem mais velhas que ele, para pedir ajuda. Provavelmente por medo. Talvez esteja doente. Talvez já lhe tenham batido, ou de algum modo brutalizado.
Não sei bem o que farei, pois o Jeremias, é quase certo, nunca me pedirá apoio ou dirigirá a palavra. Talvez por isso mesmo passou a apetecer-me ajudar o Jeremias.
Há neste pudor, no seu recatamento, na sua desprotecção, na sua quase sensatez algo que a minha curiosidade pelas pessoas não pode aceitar passivamente.
Eis-me por isso em severas cogitações sobre como hei-de eu abordar o Jeremias sem violentar a sua superior e desconcertante discrição.
Um dia dir-vos-ei como fiz.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A frase feminina do ano

Amigos,

Não podia deixar de partilhar convosco a frase feminina do ano:

'Tenho pneu sim, mas qual é o avião que não tem???"

Simplesmente genial, não acham?!...


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Engatatão!!!

Pois é, meninos! É dura e pode mesmo ser penosa a arte de engatar! lol....

segunda-feira, 21 de julho de 2008

um ano de vida



Fez este domingo 52 semanas que a ideia ganhou nome, jeito de letra, um "formato" e um conjunto promissor de convidados. Foi por vezes interessante. Mas de há algum tempo que já não. A gente vê-se por aí.

domingo, 20 de julho de 2008

hábitos circenses


Aqui este escriba tem uma certa tendência para evitar males maiores "à queima". Por outras palavras, tem às vezes bons reflexos.
Ontem sucedeu uma vez mais.
Um luxemburguês trintão em viagem familiar de Mercedes-Benz esqueceu-se de fazer a curva e lá vinha ele direito à frente do meu carro. Consegui evitá-lo por muito pouco, com uma guinada e correcção súbitas, magistralmente acompanhadas pelo condutor à minha direita, que esteve igualmente bem na dança.
Mais adiante o homem do Mercedes lá explicou que vinha a olhar a estátua do Cais do Sodré e não reparou que a estrada flectia sensivelmente à esquerda. "I'm not from here" disse ele.

Este golpe de cintura de ontem fez-me recordar outros reflexos úteis na minha história, acima de todos um em Wolverhampton, há uns 10 anos, num jantar de negócios especialmente frio, com quatro pessoas que não estavam a saber como começar a conversar à mesa.
Fazendo apelo a outra capacidade que me é comum, a de algum desatino manual, num repente o meu garfo, que repousava dentro do prato, é catapultado por uma mão (minha, já se vê) fora de trajectória e inicia um caminho em mortais sucessivos direito ao chão.
Num passe próprio de trapézio circense o meu corpo inclina repentinamente e apanha o garfo já a uns 30 centímetros do chão.
Foram "fabulous", "fantastic" e "bravo" vários pela sala, palmas e amplas risadas na mesa e um jantar de negócios num repente levado de 8 para 800, em ambiente.
Nem estudado aquele episódio teria saído como saíu.
Um tipo com sorte, tenho eu sido.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

o Jaime a gozar com o Rangel

Paulo Rangel, o mais recente líder parlamentar do PSD, é um rapazola de uns 40 anos, já distinto jurista, homem de universidades, cátedras e até de televisão.
Tem estilo na lingua e a testa alta, o que em geral faz parecer ao povo que quer dizer inteligência extensa. Já confessou igualmente ser um fã do zapping em casa, de sofá. Ou seja, é ele um homem e pêras.

Pois o jovem, deputado há poucos anos, tinha por hábito impor ao hemi-ciclo o "casual friday dressing", muito no género "Bloco de Esquerda", dois botões da camisa desapertados, 3 pelos à espreita, as calças entre o algodão sem vinco e a ganga desbotada. Não consta que a ganga fosse rasgada. Mesmo assim já são 40.
Ora o Presidente Gama, um formalista, tinha vindo a preparar fita, sem saber muito bem como lembrar ao Paulo que se há coisa que ainda distingue a esquerda da direita é um certo modo de estar e de vestir. Já não são as ideias, agora é a etiqueta.
Pois no pequeno discurso de saudação ao novo líder parlamentar laranja, o sabidão Jaime Gama disparou sem piedade que entre as coisas boas que podia entrever na sua eleição era que não mais se lembraria que era quase fim-de-semana quando à sexta-feira ouvisse falar Paulo Rangel.
Dizia isto o Jaime na passada sexta-feira, quando o Rangel envergava já a farda que se espera de um lider da direita portuguesa, o fatinho composto e gravatita a bater certo.
Sempre achei muita piada ao Gama.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

para o caso de haver dúvidas...

... o sexo (sim, ela disse casamento, mas todos percebemos que ela queria dizer sexo) tem por fim último a procriação, disse Manuela Ferreira Leite há 2 semanas na televisão, em horário nobre.
E eu que cheguei a pensar que o sexo era antes de mais um instrumento (desculpe a dureza da palavra, ó Manuela) de prazer, de fruição pura e natural de duas pessoas.
Deve depreender-se então que a Manuela acha mal que haja sexo quando não se quer ter (mais) filhos? No género, um tipo tem um casalinho de crianças e à noite um deles olha o outro e diz-lhe assim: "estou a ver nos teus olhos apetite sexual. toma cuidado. mas tu não vês que que já temos dois? queres procriar mais? irresponsável!".
Eis a imagem de um casal e de uma sociedade felizes, uma vida sem prazeres, tudo na casta paz do Senhor, segundo a pessoa que se apresentará em breve como candidata a Primeiro-Ministro do meu país.

sou mesmo um gajo com um azar do caraças, irra (*)

Não sei se a algum dos leitores já aconteceu o que se passa comigo, mas já vão perceber porque é que digo que sou mesmo um gajo com azar, irra. É que hoje tenho finalmente de vos falar do que acontece entre mim e as caixas, sobretudo as de comprimidos.
E qual é o problema? É que a porra do papel das instruções está sempre virado do lado de que primeiro abro as caixas.
É limpinho. Compro a caixa e começo logo a pensar de que lado estará o papel.
A verdade é que em 56,374% das ocasiões ele está do lado errado, fazendo-me perder tempo e acima de tudo irritando-me.
Mas e há padrões para este fenómeno? Claro que há.
Os que apanham o papel enrolado acima de 50% são os gajos com azar, bolas. Mas acima de 55% é-se considerado um gajo com muito azar, safa.
E o que a minha averiguação já permitiu concluir é que eu estou no restrito clube dos gajos com um azar do caraças, irra. Mais de 56% é mesmo muito raro.
É verdade que já me referiram ter-se sabido de alguém cuja estatística se chegava a uns inacreditáveis 57, 1%. Nem quero imaginar o que seria a minha vida assim, a ter de abrir do outro lado a caixa de ASPIRINAS, PANADÓIS, VIAGRAS (falo em termos retóricos. claro que não uso VIAGRA!) depois de ter encontrado o papel das instruções do primeiro lado que abrisse, em 57,1% das situações. Custa-me até a crer como será essa estatística possível.
Claro que tenho procurado trabalhar melhor os sinais, os indícios, tentando até ver na sensível dilatação comparativa dos lados das caixas.
A verdade é que o meu azar continua e ainda hoje, ao comprar um creme bronzeador, lá apanhei eu outra vez a porcaria das instruções do lado da embalagem que primeiro abri. Por isso não me contive e vim para aqui desabafar. Que azar, irra!

(*) por alguma razão chamam a esta época a "silly season". Viva o Verão

quinta-feira, 3 de julho de 2008

sábado, 28 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

ainda não passaram 24 horas que nasceu a Inês

A Inês Fernandes Mastbaum chegou ontem ao início da tarde. Será ela um dia mulher para jogar ténis em Wimbledon? Cantará na Broadway? Talvez comissária europeia para os assuntos culturais, hum?
Seja ela um dia o que for, eis chegado mais um reforço para a orla do Clube. Viva a Inês!

domingo, 22 de junho de 2008

o Sr. Morgado tinha de ser fotógrafo

Na festa do Grupo Desportivo da agremiação em que alguns trabalhamos, que esteve gira, toda bem organizadita, destacou-se aos olhos de uns poucos o Sr. Morgado, fotógrafo de festas, casamentos, baptizados e funerais.
Tem 78 anos e fica feliz quando se lhe diz que parece ter menos.
Foi anotador no Matadouro Municipal de Lisboa, cabendo-lhe registar reses, partes e outras insondáveis contabilidades, que fazia sempre de cabeça, sem precisar de máquinas ou até papéis. Um dia, de tantos cálculos e tantos pedaços de animais, a cabeça fartou-se e quis esgotar. Mas o Sr. Morgado antecipou o estoiro a tempo e reformou-se.
Mas antecipou a tempo porque o Sr. Morgado é um visionário.
Há muitos anos, vinha o Sr. Morgado de carro na linha do Estoril quando deu de caras com um casal de americanos, com bom aspecto e ar perdido. Resolveu dar-lhes boleia. Eram Mormons, deixados para trás por uma camioneta de turismo apressada que deles se esquecera.
Daí começou uma relação que foi primeiro fotográfica e depois se transmutou em muito mais. Começaram as visões, as vozes (femininas) que entoam poemas, hinos.
A partir desse dia era já outro o Morgado, preocupado com o Mundo e com visões sobre o Cosmos e sobre as pessoas, sobre as quais escreve, construindo parábolas que quase sempre começam nas referências de cada um, por exemplo pelos nomes.
Hoje o Sr. Morgado olha para ti, leitor, e conhece-te logo. Percebe se és ou estás bom ou mau, se queres o Bem ou se queres o Mal, se estás destinado à felicidade ou se apenas a desventura te aguarda.
Porque há uma visão cósmica que sobre tudo prepondera: desde há muito tempo o Bem (o Bem é a Verdade) e o Mal (a Mentira) disputam tudo, afectando a Ordem geral da vida. Jogam com as coisas e com as pessoas. E não há um vencedor. É uma tensão permanente, de há séculos, em que os equilíbrios são ténues e ora ganha o Bem, ora ganha o Mal. E essa disputa faz-se também dentro de cada um de nós, instavelmente.
É uma imparável odisseia.
Tem muito que se lhe diga esta tese do Sr. Morgado. Eu gostei muito de o conhecer.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

o Miguel Vila Lopes

Como é que será o Miguel Vila Lopes?
O futebol pode não ir por aí além aqui no burgo, mas a Beta e o Carlos esses sim, facturaram mais uma vez em grande.
É que o Miguel chegou hoje.
Mas... como é que será o Miguel?
Logo se verá.
E que viva longa e excelentemente o Miguel!

não se pode ganhar sempre pá!



A selecção de futebol portuguesa fez um bom Europeu. Não há razão pois para grandes desânimos. E o futebol que o brasileiro Deco apresentou neste torneio, sobretudo no jogo de hoje contra a Alemanha, pela sua inteligência, pelo requinte, é merecedor dos melhores elogios. Além disso tudo isto foi apenas futebol.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Parceria Portugal/Suiça ou será ao contrário


Bom já voltamos a ser quatro a postar...

No último fds por motivos profissionais tive que me deslocar numa visita relâmpago a Neuchatêl, vejam lá o sacrifício.

Sim, creiam-me um sacrifício na medida em que não me consegui hospedar na cidade que por sinal é bem bonita à beira lago plantada e pejada de Lusos.

Acabei por andar num corropío entre várias vilas e cidades e pernoitei em La Chaud-de-Fonds, que por alturas da invernia é bem branquinha.

A coisa é no mínimo indescritível e os Suiços estão meio atordoados pois ele há bandeiras (lembram-se em 2004 cá? pois é na justa proporção é igual lá), por tudo quanto é lado e os Lusos são já 11% dos locais.

A praça de táxis lá do burgo tem 10 taxistas, 7 são Portugas.
A miúda do restaurante famoso que me recomendaram para cear... recebe-nos com um Boa Noite.
O recepcionista do hotel diz-nos obrigado por escolherem o...

Creio que falei mais qualquer outra língua que por certo o Françês, tal como nos diziam, se não fossem as bandeiras, a Suiça nem sabia que tinha Euro2008!!!

Digam lá que não é uma valente parceria.

domingo, 8 de junho de 2008

Diamantino, um gingão

No sítio onde vivo todos conhecem o Diamantino. Aliás, o senhor Diamantino, pois não se trata de qualquer maneira quem já passou os 70 anos.
O Diamantino usa muletas para se deslocar, os aros dos óculos remontarão a 30 anos atrás, largos e metálicos, ou seja antigos como ele. O cigarro ao canto da boca é outra das suas marcas e a franja descaída no seu cabelo ainda grisalho temperam o estilo de quem tem histórias que contar.
O Diamantino, dizem, foi sempre um gingão. Homem de voz forte, físico atlético, quase sem gorduras ainda hoje, dizem que sempre intimidou ou fascinou pelo seu estar social. Firme quando necessário, sedutor quando conveniente. Muitas vezes sedutor, contam alguns.
Trago o personagem aqui ao Clube pois hoje vi-o sair, lentamente, do seu prédio e postar-se demoradamente a galantear uma mulher umas três vezes mais jovem que ele. Estacou, olhou-a directamente, manejou o cigarro na boca e ela não conseguiu resistir a um olhar para trás, visivelmente sensibilizada com aquele mirar guloso.
Consta que é frequente a sexualidade poder continuar até perto dos 90. Acredito que a mulher de hoje não o soubesse.
O senhor Diamantino é mesmo um tipo engraçado.

domingo, 25 de maio de 2008

ainda tem este blogue leitores (agora que só blogam dois, vá lá, três)?

Pois nas últimas 4 semanas tivemos 495 visitas, o que resulta numa média diária de mais de 16.
Depois pode perguntar-se assim: então mas vale a pena que os dois, vá lá, três que ainda blogam continuem a blogar? Não estarão eles a fazer assim uma figura de, digamos, nabos?
Ora, se bem lembro a ideia inicial, o que se pretendia era ter aqui um forunzito muito livre, tipo Rossio para estrangeiros, não se falando propriamente da sua terra mas de coisas mais ou menos exóticas e esotéricas da vida e da sua imaginação.
E de facto algum humor, manifestações estéticas, histórias mais ou menos de cordel, dicas comportamentais, de quase tudo cá tem aparecido.
Não há de facto uma linha condutora, há várias.
Mas, por outro lado, continuando, também aqui haveria um lugar de encontro para o caso de se perderem. Uma espécie de zona amarela para crianças perdidas em centro comercial. E quem sabe, com a crise que vai aí, se ainda um dia destes alguém se perde e precisamos mesmo da zona amarela?

um despedimento misericordioso

Já se sabe que há patrões inclementes, daqueles que, se tu falhas, te mandam borda fora. Ou ao menos dizem nas tuas costas que tu és péssimo, uma desilusão, que não estás à altura da confiança que em ti depositaram, que te acomodaste e por tudo isso já não prestas.
Em Portugal costuma acrescentar o patrão médio que a culpa é da legislação muito proteccionista, pois se houvesse uma legislação como deve ser te despediria na hora.
Mas, em Inglaterra, o senhor Abramovich está adiante, nestes temas. É preciso ser-se o melhor, sempre. Vencer sem falhas e sobretudo não permitir que outros vençam.
Treinador de futebol para o ricaço russo é como escudeiro medieval, a vida posta à prova em todos os torneios.
O setubalense José Mourinho conquistou títulos, fama e glória em Chelsea, o clube do bairro mais "In" de Londres. Mas não só não ganhou sempre como perdeu algumas vezes.
Agora foi o "underdog" Avram Grant, um israelita que sucedeu ao português e que fez uma temporada, segundo todos concordam, notável, terminando a 2 pontos do campeão e chegando aos "penáltis" da final da "Champions League".
Mas perdeu.
Admito que na mentalidade saloio-imperial do ainda jovem Abramovich (á volta de 40) o dilema se pusesse no género, "mato-o ou despeço-o"?
Ainda bem que o despediu.
Não deve ser fácil para Roman, o bilionário de Moscovo, admiti-lo, mas é que ele há pessoas que merecem viver.