
Em 2008 as minhas férias passaram-se entre caminhos e roteiros ditados por um estômago teimosamente guloso e dificilmente saciável. Foi com ele que reuni para decidirmos dos nossos
“Gastronóscares”.Descoberta: “O Lobo do Mar”, na extrema piscatória de Sesimbra. Como a sua localização faria adivinhar, juntinho à lota e ao porto de pesca, um lugar só para fãs de peixe.
Maturidade: “O Bataréo”, em Setúbal. O melhor peixe disponível acima do Algarve, para gente economicamente “normal”. Colheita escolhida e oferecida por gente que veio do mar.
Peixe: ex-aequo, dois bezugos grelhados n’ “O Lobo do Mar” e o polvo cozido com todos, no “Pátio dos Marialvas”, na Ericeira.
Carne: “piano” de porco grelhado, no “Carloto”, na Areia, junto ao Guincho.
Sobremesa: tarte de requeijão, no “Caneira”, em Negrais.
Doçaria: “Nevadas”, bolo conventual de Lorvão, região de Penacova, perto de Coimbra. Na região de Lisboa é dificílimo de encontrar.
Sítio óptimo para doçómanos: “Briosa”, em Coimbra, bem perto do rio Mondego. Para lá das “Nevadas” e dos “Pastéis de Lorvão”, têm uma oferta regional de uma variedade nunca encontrável em Lisboa, que inclui ainda mega-suspiros e pão requintado.
Dito isto, lá vou eu ali à dispensa sacar algo assim como... talvez uma queijadinha com nozes da Casa Gama, na Ericeira. E isto porque não há ouriços, da “Casa dos Ouriços”. É que desses comi ontem. E hoje já não há.
Pois então adeus que estou com fome.