terça-feira, 17 de março de 2009

Em ano de eleições vamos lá votar nos SOAPBOX




Os SOAPBOX além de serem muito bons músicos querem actuar no SBSR.

Para isso está a decorrer uma votação e os putos necessitam que os oiçam, que gostem deles, e sobretudo que Votem nos SOAPBOX até ao próximo dia 31 de Março.

Actualmente no Ranking dos mais votados, ocupam o 5º lugar entre cento e tal bandas.

Agora uma barbaridade (o que um pai faz para promover a actual banda do seu mais velho....).

Vou compará-los aos Beatles que, conta-se, compraram uns milhares de unidades do seu primeiro disco para subirem rapidamente nos Top's.

No caso dos SOAPBOX venho apenas cravar uns votos. Até estamos em ano de eleições....

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Noite de Natal e Noite de Reis, (que podiam ser Rainhas, mas afinal são Galinhas) é quando um homem quiser.

Nota 1: Esta história é pura ficção. Não aconteceu, mas poderia ter acontecido. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Nota 2: Este deveria ser apenas um comentário ao post anterior “As urgências da vida” mas como podia não caber, vai assim.

Esta é a história das 3 Galinhas Magas (a de canja, a de cabidela, e a última, a de caril, para dar um toque oriental à coisa).

Como dizem os escritos, as 3 Galinhas Magas iriam seguir uma estrela para visitar o menino que acabara de nascer em Belém.

Pelas 17h do passado dia 15 de Janeiro no Cacém as nossas heroínas estavam um bocado baralhadas e tontas com toda a confusão do trânsito. Daí a canção “Tontas, Tontas, Tontas andam as galinhas…", o resto já sabem vocês).

Tinham chegado ao Cacém, junto à estação. Não era Belém, mas pelo menos a terminação já tinham.

O camelo que as transportara até ali vindas de longe, o Tó, tinha bebido algo que o tinha deixado em péssimo estado para continuar a viagem. Sem o camelo Tó iria ser difícil chegar a tempo do nascimento do menino mais esperado deste início de ano.

Entretanto voltemos uns meses atrás e acompanhemos a futura mãe, Carla Maria, que contrariamente à versão clássica é ela que anuncia ao Anjo, leia-se seu chefe, Gabriel, que vai ser mãe dum menino, filho de (não, não é de um carpinteiro chamado José, mas de um rapaz multifacetado e polivalente - ele é novas tecnologias, é industria, é serviços gerais, é frota, é tudo, e sobretudo um muito bom moço chamado Luís).

Tratada a parte da anunciação com Maria e o Anjo Gabriel com os papéis trocados mas a cumprir as regras da Empresa, (esta sim já com muitos anos mas ultimamente Pobre em “ouro”, mas Rica em sonhos, como diria a outra) voltemos às nossas Galinhas Magas.

Eram quase 18h e então fez-se luz, vinda lá de baixo duns túneis com marcha acelerada, a fazer uns diabólicos ti-nó-nis, chega o sinal, uma ambulância do INEM, a tão esperada estrela que nos levaria até ao local onde nasceria o menino.

Mais um pormenor importante para o desenrolar da história (principalmente para elas decifrarem qual o nome do menino mais esperado do ano).

As nossas Galinhas Magas eram de origem Italo-Americana, ainda primas afastadas dos muito conhecidos primos do KFC.

Dito isto a acção passa-se agora dentro da ambulância do INEM que nos guiava, tal qual a estrela que as levaria ao local tão desejado, Belém. Os enfermeiros tentavam sem êxito calar o camelo do Tó cuja bebida só lhe dava para falar.

A ambulância segue então a alta velocidade e nós, as 3 Galinhas Magas, na nossa cesta. Ao lado seguem as couves e os tubérculos para presentear o menino.

Entretanto, qual táxi da nossa praça, a ambulância intercepta umas conversas telefónicas que nos esclarecem o resto do enigma e o nome do menino.

Ouve-se então um pai eufórico, feliz até, dizendo o DIOGO JÁ NASCEU, ESTÁ TUDO BEM. HOJE NÃO HÁ VISITAS. SE QUISEREM TRAZER ALGUMA COISA PARA A MÃE PODEM TRAZER PASTÉIS DE BELÉM. Rima e deu para decifrar o enigma.

Estava tudo ali. Aquele rapaz era o pai do (reparem agora no génio do escriba) DIO-GO.

(DIO), em italiano, todos sabem o que quer dizer. (GO) em inglês, também. Era a mensagem que faltava vinda do além, via telecomunicações móveis interceptadas. Sinal dos tempos, história com enigma, mistério, tipo “Código de Da Vinci” e esses romances históricos que por aí polulam.

Vão ver o Menino (DIO) que acaba de nascer. Ide (GO). DIOGO. Nasceu não numas palhinhas doiradas, mas no dia seguinte seria envolto naquela coisa maravilhosa: os Pastéis de BELÉM.

Tudo a bater certo. Tudo a ligar com a história que o Luís contou n´“As urgências da vida” que essa já todos conhecem.

DIOGO, desculpa lá este abuso do teu nome para dar um sentido quase “bíblico” à história das Galinhas, que afinal não eram Tontas, Tontas, Tontas, mas eram Magas.
O MUNDO a que chegaste há 5 dias apenas está um local complicado para se viver.
Teremos que reinventar o futuro todos os dias.

E todos temos esperança, digamos Razoáveis Esperanças.

Daqui a momentos, um afro –americano, chamado Barack Obama, vai tomar posse como presidente dos E.U.A.

Mobilizar o melhor que têm os americanos e depois contagiar nessa dinâmica o resto do mundo, é o mínimo que todos esperam dele.

Bem Vindo DIOGO. Um abraço especial à tua Mãe Carla e ao teu Pai Luís. E ao Miguelinho, como é óbvio.

domingo, 18 de janeiro de 2009

As Urgências da Vida


Devidamente anunciado ao Mundo assim que se soube da sua existência, o Diogo é hoje uma realidade que já alegra todos os que o conhecem e sobre o qual recaiem (qual “Obama do Amadora-Sintra”) inúmeras esperanças e expectativas. Os babosíssimos pais aproveitam este meio para agradecer todas as simpáticas, comoventes e muito tocantes manifestações de carinho e afecto com que têm sido brindados durante estes dias, comprovando ao fim e ao cabo aquilo de que já muito seriamente suspeitavam: vocês são mesmo muito boa gente, pá! Muito e muito obrigado.

Infelizmente (ou talvez não), o Mundo é cheio de contrastes e enquanto numa ala do hospital acontecia o milagre do nascimento (já agora, confirma-se: não são precisas toalhas nem água quente, aquela coisa que se vê sempre nos filmes é uma treta), noutra sucediam-se os pequenos dramas humanos num serviço de Urgências a rebentar pelas costuras.

Foi aí que chegou o Tó. Vamos chamar-lhe assim para protecção da sua identidade e também porque no estado em que vinha nem ele sabia o seu próprio nome.

Seguramente para se proteger do frio ou para afogar mágoas profundas o Tó resolveu emborcar umas cervejolas e umas garrafas de tinto. Várias vezes, várias cervejolas e vários tintos. Algures na estação do Cacém. O seu organismo revoltou-se com tamanha abundância vinícola e o Tó vê-se metido numa ambulância dos Bombeiros que segue desenfrada a caminho das Urgências.

Uma vez chegada desembarcam o Tó (de maca), que resolve fazer um discurso, em alto e bom som, injuriando todos, desde o Governo à Polícia, aos médicos e aos bombeiros, enfim a todos os que lhe foram passando pela etilizada mente.

O soldado da Paz que o acompanhava, ele próprio já um pouco “grosso” pelos vapores que se concentraram na ambulância durante a viagem, desembarca também os pertences do Tó: uma alcofa cheia de couves devidamente acolitadas por uns reluzentes tubérculos e outra alcofa com três estupefactas galinhas.

O agente da autoridade ali presente logo barrou a entrada aos galináceos: que não, não podia ser, ali não entravam animais. Não colocou entraves à entrada dos vegetais, mas galinhas nem pensar. O bombeiro teria de as levar de volta.

Nem pensar! O bombeiro recusa-se a assumir tamanha responsabilidade. Depois ainda o acusavam de roubar tudo aquilo e portanto não levava nada. Chamem-no para salvar vidas, agora para ser ama de galinhas é que não.

Nesta altura, alguns dos frequentadores das Urgências já olhavam com um ar guloso para os legumes e sobretudo para os animais, antevendo a possibilidade de uma boa canja que lhes curaria a maldita gripe que os tinha feito ir ali.

As galinhas estavam estarrecidas. Perderam o dono, não as deixam entrar no hospital e estão um Polícia e um Bombeiro a discutir por causa delas. E aquele senhor lá ao fundo, chamemos-lhe Lelo para protecção da identidade, tinha um brilho suspeito no olhar, por detrás dos alegadamente falsos Ray-Ban.

Depois de intensas negociações chegou-se a uma plataforma de entendimento: o Bombeiro iria transportar as galinhas para a esquadra do Cacém (previamente avisada pelo agente da autoridade de serviço às Urgências), onde ficariam até serem resgatadas pelo legítimo dono. Em caso de necessidade poderiam comer as couves. Em caso de necessidade ainda maior alguém as poderia comer a elas.

E assim foi: enquanto o Tó puxava pela língua e pelos décibeis na sala de observação, os seus amedrontados galináceos foram detidos em prisão preventiva, na esquadra do Cacém, para desalento do Lelo.

Desconhece-se em que condições foram libertas e quais as medidas de coacção que lhes foram aplicadas.

Indiferente a tudo isto, o Diogo resolveu mostrar-se ao Mundo. A parte do Mundo que o conhece, rejubilou e agradeceu.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

o Diogo vale um regresso

Tinha eu partido, sem intenções de voltar, mas eis que o Master marcou o ritmo e o Diogo marcou a agenda.
Filho de gente importante do nosso Jet Nove (os do Clube), o Diogo há-de ser com certeza um tipo importante, destacando-se, aposto já, na cultura.

Estou a antevê-lo como compositor de Jazz, na especialidade de piano, seguindo a linha do irmão Miguel e com ele formando um reputado duo. A seu tempo, recomendar-lhes-ei música de Bill Evans ou Oscar Peterson.

Proponho entretanto que relembremos como se fez o anúncio ao mundo do advento do Diogo, em Agosto passado. Ora cliquem lá na cegonha então escolhida pelo pai para falar do Diogo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Olhó ò gaijo que já chegou...

Meus amigos, caros companheiros. Votos dum melhor ano que o anterior.

A boa nova já será de todos vós conhecida, ainda assim o n/amigo e compincha pai do Diogo foi hoje brindado com a vinda desse jovem ao mundo.

Aos pais e claro está ao jovem, parabéns e benvindo... oh Barros Jr.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O Mickey faz hoje 80 anos




O Mickey Mouse (em português: Rato Mickey) é uma personagem de desenhos animados que se tornou o símbolo da The Walt Disney Company, tendo evoluído em termos de imagem, para acompanhar os tempos. (aqui deixo 3 ilustrações para mostrar essa evolução). Este boneco, que tem acompanhado e feito as delícias de muitas gerações, está hoje de parabéns e por isso esta homenagem no nosso clube. 80 anos, quem diria?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

vai faltar o trachurus trachurus

É por estas e por outras que eu às vezes tenho dúvidas quanto à utilidade de se estar na União Europeia. É que a Comissão Europeia prepara a imposição de restrições tais à pesca portuguesa que se terá de pescar até menos 40% de carapau (peixe que o povo melhor conhece tal qual está no título) nas nossas águas.
Será o preço de termos posto lá em Bruxelas o "cherne" e o homem (também chamado de Barroso) prefere afinal peixes mais eruditos e a populaça que se lixe?
Para prevenir tentações, aviso já que não aceito que me toquem na sardinha.

sábado, 8 de novembro de 2008

trapalhada?

Não, não gosto mesmo das palavras que se tornam moda barata, que alguém aqui ou ali repesca e depois todos passam a usar sem elegância e com enorme desfaçatez, como se lhes fosse natural fazerem-no antes.
O abuso das palavras que por isso chamo ocas faz-me de resto lembrar aquela história das bandeirinhas nacionais, exibidas aos milhões a propósito do futebol, que demasiada gente punha nas janelas e estendais sem respeito, até ficarem imundas e finalmente rasgarem-se, e que outros punham no encosto de cabeça do carro, ou até no tubo de escape (sim, vi uma vez), até ficarem pretas de caspas, óleos, fumos e sei lá que mais.
A palavra oca que mais me chateia ultimamente é "trapalhada".
Renasceu há poucos anos a propósito de um infeliz político (o nosso amigo Pedro Santana Lopes) e depois foi alastrando que nem um vírus.
No outro dia, no autêntico parlamento em que se transformou a minha assembleia de "condominus" (a última sessão consumiu quase 5 horas do meu fim-de-semana), até o vizinho do 3º B puxou pela "trapalhada" para caracterizar a actuação pouco simpática de outro vizinho.
Na minha raiva instintiva, estive tentado a puxar de uma sequência de palavras inauditas e jorrá-las para a assembleia, de modo a de uma vez arrasar com a tentação da "trapalhada". Mas já ia alta a madrugada e achei melhor perdoar-lhe.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Lisboa é das pessoas. Mais contentores não!

O Forum Cidadania Lisboa em boa hora promoveu a petição que tem o título acima. Quem quiser subscrever tem o caminho aqui: Online petition - LISBOA É DAS PESSOAS. MAIS CONTENTORES NÃO!
Por mim, tive dúvidas e já não tenho. Decidi-me que entre uma parede de 15 metros de contentores e um prédio com 15 metros prefiro o prédio.
Não tolero por outro lado que quem tenha dúvidas e as expresse livremente seja insultado e fisicamente ameaçado, como Miguel Sousa Tavares foi, em nome dos 15 metros de contentores.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

30 Outubro - Dia Nacional Prevenção Cancro Mama


Amigas não se esqueçam, amanhã já é dia 30 e devemos vir todas vestidas de cor de rosa por esta causa!
Não custa nada vestir uma peça de roupa desta cor e é, sem dúvida, um gesto importante!
E amigos, vocês também podem associar-se a esta nossa nobre causa e amanhã trazer aquela camisa ou gravata rosa que têm lá em casa!

"Humanidade vai precisar de dois planetas em 2030 ...

... Um planeta já não chega e o nosso “cartão de crédito ecológico” está a ficar sem saldo. Em 2030 a humanidade vai depender dos recursos naturais de dois planetas, algo que será “fisicamente impossível”, segundo o relatório bianual Planeta Vivo 2008 divulgado ontem."

in PÚBLICO on line, hoje

terça-feira, 28 de outubro de 2008

atenção ao Diário Gráfico

Ainda é uma criança e o Diário Gráfico já promete muito.
Promete belos desenhos que já lá estão, promete trazer a imaginação que há nos olhos dos bons copistas, promete que se veja nas coisas vulgares as cores e as formas que tipos normais como este não conseguem vislumbrar, mesmo que olhem cem vezes.
É o melhor blogue descoberto nas últimas semanas e é do J.E, ou seja do Eduardo Salavisa, que tem em comum com o apresentador ter sido um homem do magnífico Liceu Pedro Nunes. É outro predicado de se lhe tirar o chapéu.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

a propósito do blogue do Pedro

Há mais de um ano que penso partilhar aqui no Clube aquele que é um dos mais vibrantes lugares culturais e filosóficos da blogosfera, o blogue do Pedro Santana Lopes.
Já há alguns terei revelado que fui vizinho do Pedro, por duas vezes. A primeira quando ele namorava a Cinha Jardim, a segunda quando saía com a Catarina Flores.
Nunca eu disputaria uma namorada ao Pedro, posto que, ao contrário dele, tendo mais para a estabilidade e privilegio a beleza total, conceito sobre que um dia elaborarei melhor. Foram por isso sempre pacíficas as nossas fugazes convivências de bairro. Uma vez ou outra até nos dissemos bom dia.
Claro que o Pedro, uma meia-dúzia de anos mais velho, cedo se tornou um bocado mais famoso que eu. Por mim, dispensaria boa parte dessa fama, que não é em boa verdade prestígio. Se calhar também ele. Ou não.
Mas há um ponto em que o Pedro e eu nos aproximamos, o apreço pela intensidade, a valorização da emocionalidade no estar público.
Por isso eu, que não aprecio o Pedro político, reconheço as qualidades do Pedro que sofre quando mal tratado. Se um dia o tivesse de aconselhar dir-lhe-ia que se deveria dedicar ao showbiz... ou à blogosfera. Vejam por exemplo esta nota cultural sobre o "Mamma Mia", filme tão do apreço de vários dos nossos clubistas. Queremos mais disto ó Pedro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Temos de arriscar!

Com paciência e determinação, todos chegam ao seu objectivo!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cantada!...

A prova da inteligência das mulheres!...

Nova Publicidade da BMW

Sem dúvida muito original!


sábado, 11 de outubro de 2008

medos

Em quatro décadas e meia uma pessoa vive sensações de medo de todo o tipo e origens.
Em miúdo levei porrada e dei em igual medida, procurando inspirar medo dissuasor nos contrários. Já adulto ameaçaram-me não sei quantas vezes, fizeram círculos ameaçadores à minha volta, mostraram-me e quase golpearam com facas, chaves de parafusos e até gargalos partidos de garrafas, encostaram-me uma seringa ao peito, insultaram-me publicamente no nível mais abjecto, fizeram-me telefonemas com silêncios pouco menos que aterradores, enfim, de quase tudo já experimentei. De uma ou doutra forma, quase sempre a minha retórica e alguma habilidade para o "jogo" psicológico em ambientes de stress foram prevenindo males maiores.
Mas há um medo para o qual nunca consegui o antídoto certo, o medo dos cães. Eu que até vivi 11 anos com a Kimba, uma maravilhosa "pastor alemã".
Tudo terá começado junto da casa da minha avó, na Lapa, em Lisboa. Era um par de autênticos seguranças caninos que por lá se passeava, com a missão de guardarem uma fábrica de tintas. Eu era ainda petiz e já tinha de correr desalmado à frente deles. Creio até que veio daí a minha ulterior fama de velocista. Nem tinha outro remédio.
Muito mais tarde, num dos primitivos empregos, de montador de antenas TV, mal entrava eu no hall de uma casa chique da Lisboa tradicional e eis que vejo vir disparada até à minha anca uma redonda e pequena cadela. Foi uma dentada que nunca esquecerei e a materialização de uma inamistosa relação que contra mim mobiliza indivíduos que não se conhecem entre si, mas que inapelavelmente me maltratam e face aos quais a minha retórica de nada vale. Deve ser uma questão de cheiro.
Vem isto a propósito de mais um "close encounter", esta manhã. Voltei a defrontar o furioso olhar de uma fera de tamanho razoável, que me mirou para avaliar se valeria a pena talvez ferrar-me. Não o fez. Imagino que tenha percebido que neste corpo já mora a marca da sua espécie. Deu meia volta e retirou em passo atlético.